O JULGAMENTO DO CRENTE
 
2 Co 5.10: "Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem ou mal."
 

A Bíblia ensina que os crentes terão, um dia, de prestar contas "ante o tribunal de Cristo", de todos os seus atos praticados por meio do corpo, sejam bons ou maus. Quando Jesus voltar ele julgará os crentes quanto às suas obras (Rm 14.10; 2 Co 5.10; 1 Co 4.5; 3.11-15). Todos terão de prestar contas do modo como usou os talentos (Mt 25.14-30), as minas (Lc 19.11-27), e das oportunidades (Mt 20.1-16) que lhe tiverem sido confiados. Aquele dia demonstrará se o homem construiu com madeira, feno, palha ou ouro, prata e pedras preciosas (1 Co 3.11-15). Este julgamento não é para salvação, mas sim para entrega de galardões (2 Tm 4.8; Tg 1.12; 1 Pe 5.4; Ap 2.10; 3.11; Lc 6.35; 1 Co 3.8; Cl 3.24; Hb 10.35; Ap 22.12).

 
 
 
Alguns aspectos importantes do Tribunal de Cristo.
 
1) Todos os crentes serão julgados; não haverá exceção (Rm 14.10,12; 1 Co 3.12-15; 2 Co 5.10; Ec 12.14).
 
2) Esse julgamento ocorrerá quando Cristo vier buscar a sua igreja (Jo 14.3;    1 Ts 4.14-17).
 
3) O juiz desse julgamento é Cristo (Jo 5.22;  2 Tm 4.8).
 
4) A Bíblia fala do julgamento do crente como algo sério e solene, mormente porque inclui para este a possibilidade de dano ou perda (1 Co 3.15;  2 Jo 8); de ficar envergonhado diante dEle "na sua vinda" (1 Jo 2.28), e de queimar-se o trabalho de toda sua vida (1 Co 3.13-15). Esse julgamento, não é para sua salvação, ou condenação. É um julgamento de obras.
 
5) Tudo será conhecido. A palavra "comparecer", em 2 Co 5.10, significa "tornar conhecido aberta ou publicamente". Deus examinará e revelará abertamente, na sua exata realidade,
 
a)    nossos atos secretos (Mc 4.22; Rm 2.16),
b)    nosso caráter (Rm 2.5-11),
c)    nossas palavras (Mt 12.36,37),
d)    nossas boas obras (Ef 6.8),
e)    nossas atitudes (Mt 5.22),
f)     nossos motivos (1 Co 4.5),
g)    nossa falta de amor (Cl 3.23-4.1)
h)   nosso trabalho e ministério (1 Co 3.13).
 
 
6) Em suma, o crente terá que prestar contas da sua fidelidade ou infidelidade a Deus (Mt 25.21-23; 1 Co 4.2-5) e das suas práticas e ações, tendo em vista a graça, a oportunidade e o conhecimento que recebeu (Lc 12.48; Jo 5.24; Rm 8.1).

 
7) As más ações do crente, quando ele se arrepende, são perdoadas no que diz respeito ao castigo eterno (Rm 8.1), mas são levadas em conta quanto à sua recompensa: "Mas quem fizer agravo receberá o agravo que fizer" (Cl 3.25; Ec 12.14; 1 Co 3.15; 2 Co 5.10). As boas ações e o amor do crente são lembrados por Deus e por Ele recompensados (Hb 6.10): "cada um receberá do Senhor todo o bem que fizer" (Ef 6.8).
 
 
8) Os resultados específicos do julgamento do crente serão vários, como obtenção ou a perda de alegria (1 Jo 2.28), aprovação divina (Mt 25.21), tarefas e autoridade (Mt 25.14-30), posição (Mt 5.19; 19.30), recompensa (1 Co 3.12-14; Fp 3.14; 2 Tm 4.8) e honra (Rm 2.10; cf. 1 Pe 1.7).
 
9) A perspectiva de um iminente julgamento do crente deve aperfeiçoar neste o temor do Senhor (2 Co 5.11; Fp 2.12; 1 Pe 1.17), e levá-lo a ser sóbrio, a vigiar e a orar (1 Pe 4.5,7), a viver em santa conduta e piedade (2 Pe 3.11) e a demonstrar misericórdia e bondade a todos (Mt 5.7; 2Tm 1.16-18). 

Extraído da Bíblia de Estudos Pentecostal, CPAD.